sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Presidente do Sistema Fecomércio finalizou congresso com sorteio de brindes



Mário Sérgio Cortella e Josias Albuquerque ao final do evento
O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, professor Josias Albuquerque, encerrou o XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação agradecendo a presença dos participantes que vieram dos 22 estados do Brasil e do Distrito Federal. “Quero agradecer a vocês de coração. No próximo ano, estaremos juntos mais uma vez e vamos torcer para o nível do congresso continuar crescendo. Obrigado pela participação, pelo apoio, isso no entusiasma a permanecer trabalhando”. A plateia ainda se animou com o sorteio de diversos brindes, entre televisões, eletrodomésticos, celular, cursos, viagens e hospedagem em hotéis do Sesc.

Mário Sergio Cortella encerra XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação


Milhares de pessoas assistiram à palestra de Cortella

Uma plateia atenta de milhares de professores e educadores lotou o Teatro Guararapes para ouvir o filósofo e doutor em Educação, Mário Sérgio Cortella no último encontro do XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação. A apresentação foi baseada no tema central do evento – Educação e Tecnologia na Era do Conhecimento – o mesmo da abertura, ministrada por Silvio Meira. “O tema do congresso foi escolhido pelos palestrantes para a abertura e o encerramento, permitindo aos participantes a ótica de um especialista em inovação e de um humanista sobre o mesmo assunto”, explicou o coordenador do congresso, Arnaldo Mendonça.

Segundo Cortella, educação e tecnologia na Era do Conhecimento exigem paciência, humildade, coragem e inteligência. “Não se pode descartar tudo aquilo que nos ajuda a conhecer”. Professor desde os 20 anos, Cortella reforçou que as novas tecnologias não são excludentes. “Vocês talvez nem tenham percebido, mas estou aqui falando há mais de uma hora, sem slides ou outro recurso. Isso é uma aula expositiva. É uma coisa antiga, mas não velha”.

O filósofo lembrou que, há anos, o livro era praticamente a única plataforma de ensino à distância. Hoje, o celular também cumpre essa função e deve ser trazido para dentro da sala de aula, mas com responsabilidade. “O adolescente de hoje voltou a ler e a escrever também por causa da tecnologia. Eles preferem diálogos online a falar ao telefone, se expressam em suas redes, e passaram a ler para escrever corretamente nesses meios”.

Outra lição deixada por Cortella foi que, na área de educação, é preciso ser pequeno para poder crescer, não se pode achar que sabe tudo. Ter paciência é ter inteligência. “A partir do momento em que a tecnologia está tirando nossa paciência, ela está sendo nociva”. Coragem não é ausência de medo, mas sim, a capacidade de enfrentá-lo. E continuou alertando que a nova geração perdeu uma parcela da paciência por causa da tecnologia. “Vivenciamos hoje uma ansiedade desesperadora de viver o presente até o esgotamento”.

Produtos, livros e ferramentas voltadas à educação no Salão de Empreendedorismo

Além das palestras, oficinas e apresentações científicas, os participantes do XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação puderam conhecer serviços de tecnologia, editoras e projetos ligados à educação e ainda ter acesso a artesanato e alimentação no Salão de Empreendedorismo. A feira reuniu 36 estandes com expositores de Pernambuco e outros estados do país.

O espaço contribuiu com a divulgação de produtos como livros que auxiliam no processo educacional, por exemplo. “Participar do congresso é um privilégio para a editora porque podemos expor nosso material de apoio pedagógico. Trouxemos destaques na literatura infantil com vários temas como meio ambiente, valores, formação, atividades culturais, dentre outros”, disse Adílson Rodrigues, consultor educacional e divulgador da editora Paulus.

O salão contou também com a participação de estandes voltados para aplicativos educacionais que facilitam a relação entre professores, pais e alunos. “Nossa empresa desenvolve soluções tecnológicas para a área de educação e integramos a robótica com as disciplinas curriculares da escola. Usamos também o aplicativo Aluno Presente que substitui a agenda de papel, onde os professores geralmente mandam informações para os pais”, conta Samuel Mesquita, gerente de projetos da empresa Dulino, especializada no ramo de robótica e aplicativos educacionais.

O expositor também destacou a importância da participação nesta edição do congresso. ”Nossa participação está sendo muito proveitosa, além de professores, criamos novas parcerias através do contato com diretores e gestores com interesse em incrementar estes projetos na escola”.

Celso Antunes troca vivência de sala de aula com congressistas


Antunes: "aula expositiva sozinha não funciona mais"
Acumulando a experiência de mais de 200 livros escritos, a maioria na área de formação de educadores, Celso Antunes compartilhou diversas histórias vividas e ouvidas ao longo de sua carreira de professor em sua palestra “Disciplinas e Indisciplinas na Sala de Aula”, realizada no dia 22, dentro da programação do XIV Congresso de Tecnologia na Educação. 

O especialista em técnica de ensino e aprendizagem afirmou que a aula expositiva sozinha não funciona mais e que a criança de hoje precisa de professores que entendam essa outra maneira de ser e ofereçam uma experiência pedagógica diferente da qual eles foram formados.

“Temos que levar os ensinamentos de sala de aula para a prática para que eles percebam que o conhecimento está em todo lugar. O jornal está cheio de aulas de história e geografia. As compras ensinam matemática”, explicou. Diante da plateia do Teatro Guararapes, ele contou experiências vividas por outros profissionais em várias partes do país e até no exterior. “Temos que eliminar o papagaio que não sabe porque repete e ensinar o aluno a ser protagonista,  explicar do seu jeito e saber que compreendeu”.

Por dentro do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac no Congresso

O XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação também é uma oportunidade para o público conhecer um pouco mais do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em Pernambuco e saber quais os serviços e produtos oferecidos pelas três instituições.

O estande da Fecomércio funcionou como um grande ponto de encontro para parceiros, congressistas e convidados. Nele, os visitantes tiveram a chance de saber o papel do Instituto Fecomércio, que promove diversas ações para o setor de Comércio, Serviços e Turismo. Entre eles, o Programa de Formação Empreendedora (FORME) realizado em parceria com o Sebrae-PE e prefeituras em diversos municípios do Estado, promovendo o empreendedorismo. Além disso, foi possível conhecer a Revista Informe Fecomércio, publicação que traz matérias sobre diversos temas, como comércio, gastronomia, comportamento, entre outros.

Reconhecido pelos cursos que oferece, o Senac montou um espaço para dar informações de suas programações, inclusive a distância, e venda de publicações das Editoras Senac. Curso de design de sobrancelhas, junto aos mais tradicionais, como idiomas e gastronomia, foram os mais requisitados. De acordo com a bibliotecária do Senac, Dora Albuquerque, os congressistas veteranos já procuram as novidades da editora direto no estande, que durante o evento promoveu um bazar com livros ao preço de R$10, além de publicações com até 50% de desconto. 

Já o Sesc aproveitou o congresso para mostrar as publicações e informações sobre os serviços de cultura, educação, lazer, saúde e assistência prestados pela instituição. A analista de relacionamento com o cliente Ana Claudia Dias diz que a maior procura é saber como participar das ações e tirar a carteirinha da instituição.

Ensino Superior - Referência em ensino superior, com notas altas nas avaliações do Ministério da Educação (MEC), a Faculdade Senac contou com uma área especial para atendimento para quem deseja fazer uma graduação ou pós. Entre os cursos mais procurados, o bacharelado em Administração e o de Tecnologia em Gastronomia. No evento, os participantes puderam pegar um folheto promocional exclusivo de 50% de desconto no vestibular, que está com inscrições abertas. A promoção é válida até o dia 30/09, e as provas acontecem no dia 22 de outubro.

Bem-estar nos intervalos - Entre os intervalos das oficinas e palestras, os congressistas também aproveitam para cuidar do visual ou desfrutar de um momento de relaxamento no estande da Unidade de Imagem Pessoal do Senac, que promoveu ações de bem-estar para o público. A proposta é fazer demonstração de alguns serviços oferecidos no Salão-Empresa e Espaço Estética da instituição. Foram oferecidos serviços de maquiagem, massagem shiatsu, design de sobrancelhas com hena e modelagem com linha. A procura foi grande. Segundo Ana Lúcia Vieira, que coordena as atividades no estande, a área de sobrancelhas está em alta.

Alcione Medeiros foi umas das pessoas atendidas. Depois de três dias de idas e vindas ao local sem sucesso, já que a fila estava grande, conseguiu uma vaga e aproveitou para “ajeitar” a sobrancelha. Professora do ensino fundamental e orientadora do Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania (PNAC), ela trabalha no Recife e tem uma relação afetiva com o Senac de muito tempo. “Fiz cursos de Secretariado, Almoxarifado e tantos outros. Agora, conheci os serviços de beleza e adorei”. 

O valor de acreditar em si próprio

Um dos fundadores e coordenador geral da ADD – Associação Desportiva para Deficientes, Steven Dubner contagiou a plateia do Teatro Guararapes neste último dia do XV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação ministrando a palestra “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”.

Dubner, que é especialista em esporte para deficiente no Brasil e Estados Unidos, exibiu vídeos mostrando a superação de seus atletas, tanto em competições como nas atividades diárias, e destacou a importância do ser humano, independente de ser deficiente, acreditar em si próprio e não desistir dos sonhos. “Se você é ou não deficiente, isso não faz diferença alguma. Crer no seu potencial é o que importa”, disse.

Em sua experiência de mais de 40 anos, Dubner falou que conviver com pessoas que têm deficiência é uma dádiva, pois muda a concepção e o modo de ver a vida de qualquer um. “A partir do momento em que ele passa a brincar com sua própria limitação, ele já superou qualquer obstáculo. Ele não pode, e nem deve, ser tratado como vítima. Até repudiam esse tipo de definição”.

O palestrante ainda falou sobre a presença do erro em qualquer momento da vida. “Errar é perdoável e ninguém está imune ao erro. Sonhe um sonho verdadeiro, reavalie sua vida e seja feliz do seu jeito. Reclame menos. Ser negativo não muda a deficiência de ninguém, seja ela física ou não”.

Educação e suas várias temáticas num único espaço

O Espaço do Conhecimento, coordenado pela Faculdade Senac Pernambuco, antecedeu as ações oficiais do XIV Congresso de Tecnologia na Educação. Reunindo 163 trabalhos, sendo 100 de comunicação oral e 63 de pôster, o espaço mostrou, na manhã do dia 21, como a troca de experiência e saberes é um instrumento valioso para transformar a educação. Os trabalhos de pesquisa e artigos científicos foram apresentados em oito salas e no teatro do Brum, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Função Social - Maria Adalgiza, professora e doutora em Ciências da Educação pela Universidade da Madeira, em Portugal, falou sobre “A função social da educação frente à dimensão social do sujeito”. O papel do professor e como é difícil, muitas vezes, articular a realidade do aluno com o currículo escolar foram os pontos centrais da apresentação. Para ela, além do link tecnológico, o docente precisa fazer o link afetivo, “entender o contexto social para depois transformar”. “Cabe ao educador propor esse trabalho de transformação, de construção do aluno em ser pensante para criar soluções futuras ainda não vistas e uma sociedade melhor”, finalizou.


Redes sociais - Mudar a realidade de alunos através das aulas de Inglês. Este foi o objetivo da experiência objeto de estudo de Jéssica Ferreira, professora de inglês do ensino médio de uma escola pública de João Pessoa, que apresentou o trabalho “Etnografia e tecnologias: aulas com uso de dispositivos móveis e Facebook no ensino médio”. O projeto consistiu na criação de um grupo fechado na rede social, no qual 28 estudantes trocavam conhecimentos e materiais utilizados em sala. Além disso, usavam a internet durante a aula de idioma para ver clipes de músicas e treinar a pronúncia, e também nas aulas de informática como ferramenta para entender as novas tecnologias.  “A ideia foi apresentar uma nova abordagem para o ensino de Inglês, comprovando que os alunos também podem aprender de forma colaborativa e descentralizada. Mostramos que a tecnologia e as redes sociais não podem ser uma barreira, um problema”, disse a educadora que, pela segunda vez, apresenta projeto no Espaço do Conhecimento. Em 2015, integrou os trabalhos com pôster.

Moda - Pesquisas de professores do Senac sobre moda, geração Y e tecnologia aliada ao empreendedorismo também foram apresentadas no Espaço do Conhecimento. A professora do Senac Paava Carvalho foi uma das autoras dos trabalhos e mostrou como o marketing, a moda e a administração se interligam. Seu trabalho teve como base projetos dos alunos relacionados à segmentação do mercado da moda no Shopping RioMar. Os estudantes observaram que cada loja – diante do seu perfil – tem estratégias diferentes para atender seu público-alvo. Na pesquisa, eles citam ferramentas como o Whatsapp e as diferentes formas de utilização das mesmas no mercado da moda.

Michelle Pinheiro e Nathália Guimarães expuseram a pesquisa pautando o empreendedorismo em moda e os diferenciais da geração Y. Formadas em Administração, elas mostraram o empreendedorismo criativo através das oportunidades tecnológicas que a Geração Y encara. A ruptura dos padrões e as diferentes maneiras de consumir são, segundo elas, termos determinantes para o foco no cliente, a integridade, a responsabilidade e o compromisso do novo mercado.

Diversidade - Tantos trabalhos apresentados e a diversidade de temas é motivo de orgulho para a coordenadora do Espaço do Conhecimento, Danielle Silva Simões Borgiani. Há dois anos à frente do espaço, ela comemora: “mostra a variedade de conhecimento que está chegando à população. É importante compartilhar essas novas metodologias e práticas”. 

XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação aborda inclusão em palestras na sexta-feira (23)

Na sexta-feira (23), o XIV Congresso Internacional de Tecnologia na Educação contou com duas palestras sobre inclusão nas escolas e na sociedade, ministradas pela professora Maria Teresa Mantoan, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). “Inclusão escolar e social e as tecnologias que possibilitam a acessibilidade comunicacional e física” e “Inclusão escolar: avanços e desafios”, foram os temas das apresentações.

Mantoan abordou as questões que envolvem Desenho Universal (DU) e Tecnologia Assistiva (TA), sendo DU a concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender a todos e TA uma busca pela inclusão de pessoas com deficiência. Mas, as duas dizem respeito à assistência dada aos indivíduos. O que une o dois conceitos é a tentativa por garantir o direito à igualdade (quando a diferença inferioriza) e direito à diferença (quando a igualdade é descaracterizadora).  “Antes, o problema era a deficiência do indivíduo. Hoje, é romper as barreiras do ambiente”, afirmou.

A professora também falou sobre como a tecnologia pode auxiliar para que haja interação e aprendizado independente das condições físicas do estudante. Por exemplo, o fato do problema de um aluno ser resolvido por uma TA, não limita a solução apenas a ele, mas pode atingir a outros com e sem deficiência (como versões de livros em áudio, legendas, imagens, etc). “Nós, professores, damos aulas para pessoas e não para “alunos com deficiência” ou “alunos sem deficiência””, destacou.

Gonçalves destacou a importância do conhecimento sobre inclusão
Nilma Gonçalves, pedagoga formada pela Universidade de Pernambuco (UPE) e pós-graduada em Educação Especial, esteve na palestra e vê como fundamental que os profissionais envolvidos com educação estejam aptos para lidar com a inclusão. “Essa questão de inclusão só vai melhorar quando se tornar uma missão de todos dentro da escola, desde os porteiros até os diretores”. Ao ser questionada sobre as dificuldades que enfrenta, enquanto pessoa com deficiência, ela destacou: “Eu me formei na graduação, fiz duas pós, estou estudando para o mestrado e ainda enfrento desafios diários; só que esses desafios vêm para todos e não apenas para mim porque tenho deficiência. A diferença é a forma como as pessoas enxergam esses desafios”, disse.